Na
manhã de ontem dia 16 de fevereiro,
cerca de 150 funcionários da Cerâmica
Santa Gertrudes com apoio do SITICECOM
fizeram uma greve para reivindicar
seus direitos, segundo eles, que estão
em férias coletivas desde dezembro
do ano passado, não houve o pagamento
do mês de janeiro, o FGTS não é recolhido
desde o mês 07 e as cestas básicas
não são entregues há mais de dez meses.
A empresa ofereceu duas alternativas,
a primeira delas seria aguardar a
venda do maquinário da fábrica, o
mesmo está sob responsabilidade da
justiça, a empresa precisa esperar
a liberação do juiz para que isso
possa acontecer, segundo o advogado
da empresa Osvaldo Marchine, a empresa
já vem enfrentando essa crise há algum
tempo e a venda do maquinário não
garante 100% o pagamento dos funcionários.
A segunda opção seria dar baixa na
carteira dos funcionários, com isso
seria liberado o FGTS (que não é pago
há 6 meses) e o seguro desemprego
para garantia que os empregados tenham
alguma renda enquanto a empresa não
consegue dinheiro para pagá-los. Os
funcionários que acatarem a opção
de dar baixa em CPTS, devem procurar
o SITICECOM para a que a rescisão
possa ser feita e os funcionários
possam receber todos os seus direitos
previstos em lei, para aqueles que
procurarem o sindicato, a rescisão
deve sair no máximo até sexta-feira.
Há denuncias de alguns funcionários
que dizem que parte do maquinário
da empresa já foi vendido sem a autorização
da justiça, além do maquinário eles
afirmam que quando saíram de férias
os barracões estavam abarrotados de
pisos, material que também segundo
eles foi vendido e a renda da venda
desapareceu.
Num desabafo comovente do funcionário
Gílio Cardoso que trabalha na empresa
há 11 meses, ele afirma que foram
enganados, “Nós estamos revoltados,
pois fomos enganados pela empresa,
eles nos prometeram estabilidade e
pagamento em ordem e não cumpriram
suas promessas. A única coisa que
esperamos deles são os nossos direitos,
não queremos nada que não é nosso.”
Alguns funcionários ameaçam bloquear
a entrada e saída de materiais da
fábrica, “Nossa única esperança de
receber o que é nosso por direito
está lá dentro, não vamos deixar eles
venderem o nosso futuro e sumir com
o dinheiro novamente” diz o empregado
Antonio Sanches.