Após denúncias dos trabalhadores da obra, o SITICECOM junto ao Ministério Público do Trabalho fiscalizou alojamento cedido por empreiteira em Mogi-Mirim, e encontraram diversas irregularidades.
O alojamento não tinha condições nenhuma de abrigar os funcionários que vieram do Piauí para trabalhar em obras do CDHU. O local inadequado para implantação de alojamento era espaço usado para criação de animais dos quais algumas cabras ainda permaneciam por lá, trazendo mau cheiro devido à urina e fezes dos mesmos. Além da total falta de higiene, os trabalhadores conviviam com a falta de água potável, chuveiro, camas adequadas, com a presença de goteiras, que provocavam alagamentos no local em dias de chuva e ainda se queixavam da falta de alimentação.
O trabalhador Antonio Francisco Soares de Lima, conta que quando foram chamados para trabalhar na obra, lhes ofereceram salários de até 1500 reais, boa alimentação e moradia para os quatro anos de contrato, condições que não passaram nem perto de ser verdade, e acrescenta que não pretende repetir a experiência de voltar a São Paulo para trabalhar e aconselha a todas as pessoas a pesquisar a empresa e sempre procurar um Sindicato para auxiliá-los.
Depois das irregularidades encontradas, o Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho de Mogi-Mirim e o SITICECOM se reuniram com a Construtora para exigir aos trabalhadores seus direitos. A Construtora teve de pagar a eles cerca de R$ 4.350,00 incluindo multa rescisória, indenização por danos morais e 3 meses de seguro desemprego. 17 trabalhadores que estavam no alojamento voltaram para suas casas no dia 21 em ônibus fretado pela Construtora, os demais 80 trabalhadores que permaneceram na obra, foram transferidos para outro alojamento que ainda será vistoriado na próxima semana.